Sunday, 14 May 2017

New sketchbook





Warmer, longer and brighter days; Here's Spring in all its' splendor bringing new beginnings and to me it has brought me a new sketchbook.
Never had the habit of keeping sketchbooks, but I'm trying to take this one with me wherever I go as I'm feeling a bigger need to draw more and the time is still little. It's a small sketchbook from Winsor & Newton, the size of my hand, perfect for carrying around and so far I'm quite pleased with the paper quality - it's thick enough but soft and the best thing is, it doesn't transfer to the other side of the page. So, I've been drawing little, simple things here and there, mostly in my lunch breaks and even during breakfast. It really saddens me the lack of time and energy I'm having but I'll find a way to draw and paint more. Here are a few sneak peeks of some of the sketches. 

Lots of love,
Helena 







Dias mais quentes, longos e mais luminosos; a Primavera em todo o seu esplendor trazendo novos começos e para mim trouxe-me um novo caderno de desenho.
Nunca tive o hábito de ter cadernos de desenhos mas estou a tentar trazer este comigo para onde quer que vá, uma vez que tenho sentido uma maior necessidade de desenhar mais e o tempo continua a ser pouco. 
É um pequeno caderno do tamanho da minha mão (e não tenho uma mão nada grande) da Winsor & Newton,  perfeito para andar na mala e até agora estou bastante satisfeita com a qualidade do papel - é grosso o suficiente para a tinta não ultrapassar para o outro lado da folha mas suave. 
Assim tenho desenhado coisas pequenas e simples, aqui e ali, maioritariamente durante as minhas horas de almoço e mesmo de manhã ao pequeno-almoço. Entristece-me mesmo a falta de tempo e de energia que ando a ter ultimamente mas vou encontrar uma maneira de desenhar e pintar mais. Esta rotina está a ser a morte do artista. 
Aqui estão as primeiras páginas deste sketchbook :) 

Com amor,
Helena 

Tuesday, 14 March 2017

Lately in the little corner of illustration




 Very recently I've reached 1000 likes on my Facebook page. I made this page three years ago, so you can see it was a slow process - I don't have much free time. However, every little illustration I got finished, I shared and even though the little number of likes,the feedback was always positive and that kept me going. There are two or three Facebook groups I used to share my work (sometimes, I still do) in order to get me more likes or visibility but the truth is, my work doesn't fit in those groups or, at least, that's how I see it and besides, the likes I get in those groups I don't get them on my page anyway. For instance, the same illustration shared in one group can get fifty likes, but the original post on my page gets fifteen. In conclusion, sharing my work on Facebook groups is not my cup of tea. Everyone in those art groups posts landscapes, portraits, still life paintings or manga, anime and superheros like figures in illustration groups. Hence I say, I don't fit in. So I just stopped sharing on there. I guess I'm a 'lonely' artist; I just share my work on my page, on my blog and Instagram and that's it. I prefer Instagram, to be honest. There I find so many wonderful artists and illustrators, and people in general, with whom I feel affinity. 
Nevertheless, I feel happy about the 1000 likes on Facebook, because there was not any kind of promotion. I feel grateful for my public, they are genuine and they are not just a number. After a long time being shy and thinking that my work was not good enough for sharing, I finally found my spotlight. I've stopped caring about numbers, stopped comparing myself with other artists and stopped listening other people who would say to me what to do, what do draw, what to paint - the funny thing is, those people were not even artists.
 I do what I most love to do and I don't even care about perfection anymore. There were times I would never get a painting done because I thought 'it's not perfect yet'. What's the point of perfection if that means I never get anything done? 
Here's a little lesson for me, for you, for us: just do it. Don't compare yourself with anyone and don't belittle yourself thinking you're not as good as. I guess perfection takes away special traits in ourselves. Do the best you can in every situation, of course, but don't let it take away the enjoyment of things. Practice and persistence takes us far.
After all...

'Doubt kills more dreams than failure ever will'

Lots of love,
Helena













Muito recentemente, atingi os 1000 likes na minha página de Facebook. Fiz esta página há três anos atrás, por isso podem ver que foi um processo lento - não tenho muito tempo livre para dedicar às redes socias. Mesmo assim, cada pequena ilustração que terminava, partilhava e, apesar do pequeno número de likes, as críticas e comentários foram sempre positivos e isso fez-me continuar. Há dois ou três grupos do Facebook, onde eu partilhava o meu trabalho (de vez em quando, ainda partilho) na tentativa de trazer mais público e visibilidade para a minha página mas a verdade é que, eu não me integro ou, pelo menos, é assim que eu vejo as coisas e, para além disso, os likes que obtenho nesses grupos, eu não os obtenho na minha página. Isto é, a mesma publicação partilhada num grupo pode ter 50 likes e a publicação original na minha página, 15. Concluindo, partilhar o meu trabalho em grupos de Facebook não é o meu chá favorito. Toda a gente nesses grupos de arte, partilha pinturas de paisagens, retratos, natureza morta ou manga, anime e personagens Marvel em grupos de ilustração. Daí eu dizer que não me integro. Suponho que eu seja uma artista 'solitária'; partilho o meu trabalho apenas na minha página, no meu blogue e no meu Instagram e é só. Prefiro o Instagram, para ser honesta: lá encontro tantos artistas e ilustradores maravilhosos com os quais sinto muito mais afinidade. 
Não obstante, sinto-me feliz com os 1000 likes porque não houve qualquer tipo de promoção.Sinto-me grata pelo meu pequeno público, é genuíno,não é apenas um número. 
Depois de muito tempo a ser tímida e a pensar que o que eu faço não era suficientemente bom eu, finalmente, encontrei o meu lugar. Deixei de me importar com números, deixei de me comparar com outros artistas e deixei de ouvir  outras pessoas que me diriam o que fazer. o que desenhar, o que pintar - o curioso é que, essas pessoas, nem sequer eram artistas. 
Faço o que mais gosto de fazer e nem sequer me preocupo mais com a perfeição. Houve alturas em que nunca terminava uma pintura porque pensava 'não está perfeito ainda'. Qual é o objectivo da perfeição se por causa dela eu não consigo terminar nada?
Eis uma pequena lição para mim, para ti, para todos nós. Não nos comparemos com ninguém e não nos minimizemos ao pensar que não somos tão bons como. Penso que a perfeição tira aquelas características especiais que temos em nós mesmos. Façamos o melhor que conseguirmos em cada situação, claro, mas sem deixar de apreciar as coisas. A prática e a persistência levam-nos longe.
Afinal...

'A dúvida mata mais sonhos do que o falhanço alguma vez matará'